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ImageParceria entre IPT, Secretaria de Segurança e Motorola cria sistema de rastreamento de custódia de provas criminais por radiofreqüência. Agora passa por testes.

Uma parceria formada pela empresa Motorola S.A., a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, representada pela Superintendência da Política Técnico-Científica, e o IPT permitiu o desenvolvimento de uma tecnologia para auxiliar o controle de rastreamento de provas criminais.



Nos últimos anos, com o avanço das tecnologias e da metodologia de trabalho da perícia técnico-científica, juntamente com a valorização do papel do perito criminal, as evidências em cenas de crime tornam-se decisivas. Estudo e acompanhamento das provas são feitos de maneira objetiva. Assim, o cuidado com os vestígios que sirvam de evidências criminais é fundamental para os órgãos de segurança pública.

Desenvolveu-se um Sistema de Gestão Local, que administrará os atores envolvidos e suas ações. Será responsável por localizar em tempo real as provas e os funcionários dentro da unidade de perícia, validar, cancelar e registrar as permissões de movimentação, autorizar os crachás, efetuar os logins dos usuários e atualizar os registros de lacres de identificação.

Para o controle geral das movimentações foi desenvolvido o Sistema de Gestão Central (SCG), que permite o levantamento e a elaboração de históricos de movimentação das provas, por unidade de perícia. Será de responsabilidade deste Sistema a administração de dados estatísticos e, também, o controle e manutenção dos direitos de acesso e autorização para manipulação os dados. O Sistema de Gestão Central controlará os sistemas entre as unidades e verificará a localização de cada prova. No momento em que determinada prova sai de uma unidade e entra em outra, o sensor da última fará o registro e enviará ao SGC. Outra façanha deste Sistema é a definição da trajetória das provas, caso houver a permissão de transporte, dentro das unidades. Assim, se essa prova for parar em um local que não foi definido, o alarme junto ao sensor soará automaticamente.

Manuseio das provas

Na cena do crime, a prova é coletada e recebe o tradicional lacre de identificação. No momento que ela entrar na unidade de perícia, receberá outro lacre com o dispositivo de rastreamento por radiofrequência, que será detectado pelos sensores de passagem com leitor RFID. Eles estarão em lugares estratégicos como portas de salas e nas unidades. Ao ser transportado e levado para outro local, para análise por exemplo, o lacre de identificação é trocado e outro registro é feito no sistema.

O rastreamento dos funcionários é feito por meio dos crachás de identificação, como forma de especificar a localização das provas e controlar os direitos de acesso a cada uma das evidências. Desta forma, além de localizar as provas individualmente, é possível saber, no caso de transporte, quem é o portador. Se uma pessoa não identificada ou não autorizada movimentar a prova, um alarme instalado junto aos sensores será acionado automaticamente.

O modelo descrito é inovador e surgiu do encontro de idéias dos membros da equipe e do Laboratório, conforme os requisitos e necessidades da Polícia Técnico-Científica. Para Faquim, as pessoas da equipe foram fundamentais para o planejamento e desenvolvimento do projeto. A convergência delas com suas diferentes experiências trouxe o elemento novo para o projeto.

(Portal IPT, Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo / SP)

 
 
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